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'FÊNIX: A ILHA' DE JOHN DIXON

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Sinopse: Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos? (Fonte)



ONTINUANDO PELA JORNADA MLV, O PRÓXIMO DESAFIO É O DA cidade de El Buiré: Ler um livro de um autor que você nunca leu antes. Esse que de longe é o desafio mais fácil de toda a maratona, afinal o que não faltam são autores novos para conhecermos não é? O escolhido foi John Dixon, e seu livro Fênix: A Ilha, esse livro estava parado nas minhas coisas a anos, e nem lembrava mais sobre o que era, e se tornou a primeira grande surpresa positiva do ano.
Esse livro estava parado por que comprei num impulso, livros em promoção sempre acabam assim comigo, eu estava com muita preguiça de pegá-lo para ler, se não fosse pela maratona sabe-se lá quando eu ia pegá-lo.

Às vezes, a única diferença entre um vencedor do Prêmio Nobel e um criminoso de guerra é a geografia. (Página 166, parágrafo 11)



Esse é um livro que me conquistou de uma forma muito grande, eu tinha acabado de ler o livro do Raphael Montes e resolvi dar uma lida nas primeiras páginas desse para matar a curiosidade, só o larguei depois da página 190. É uma leitura que flui muito bem, tem um ritmo muito gostoso de ler, a escrita do autor vai direto ao ponto, mas sem ser pobre, e todo o suspense da história me impeliu a continuar a leitura, eu não conseguia largar o livro por que queria muito saber o que ia acontecer na cena seguinte. É um livro cheio de ação, o que torna a leitura bem rápida, não existem muitos momentos em que a história fica parada, sempre tem alguma coisa acontecendo.
Porém nem tudo são flores, de todos os personagens do livro, apenas um me interessou, e não foi o protagonista, os personagens ficaram um pouco rasos para mim, ou com personalidades um tanto quanto confusa, eu até consegui torcer pelo protagonista e os amigos dele, mas não conseguia me apaixonar pelo personagem. O único personagem que gostei mesmo foi o vilão, apesar de ele não ser um personagem muito original, achei ele bem construído, você consegue entender as motivações dele, o por que dele fazer o que faz, é um personagem que anda na corda bamba entre o real e o fantástico, mas o autor consegue manejar muito bem essas duas facetas e entregá-lo impecável, os diálogos dele são os meus favoritos do livro todo (e não, eu não concordo com o que ele diz,na grande maioria das vezes).

Para as pessoas comuns, possuir coisas bonitas fornece o único senso de poder que vão conhecer em toda sua vida. A propriedade é venenosa, Carl. Nunca acumule coisas apenas para tê-las e nunca confunda posses com poder. (Página 332, parágrafo 1)


A minha unica grande decepção com esse livro é que só no final descobri que ele tem uma continuação, e acho que dava para ter encerrado a história em um volume só, mesmo que o final fosse trágico, e o pior, essa continuação ainda não foi traduzida no Brasil e talvez não seja por que ela foi lançada em 2014, e até hoje sem notícias desse lançamento.
E por falar em tradução, não foi surpresa nenhuma encontrar um trabalho porco da Novo Conceito nesse sentido, é uma tradução ruim, que já vi em outros livros da editora, dá para perceber que o texto não foi revisado, por que tem alguns erros muito bestas. Só para vocês terem uma certa noção do que estou falando: o livro é narrado em terceira pessoa, porém uma das frases do narrador, logo no início do livro, está na segunda pessoa do plural, o que me deixou confuso por um momento, voltei a leitura e então entendi que era um erro de tradução/revisão mesmo. Mas como já disse, se tratando dessa editora não é surpresa isso.

Pois o mundo nos exige certas coisas, quer tenhamos decidido destruir o que odiamos, quer tenhamos decidido preservar aquilo que amamos. A vida é uma luta constante, uma luta infinita, e todo o resto é meramente uma pausa para respirar entre os rounds. (Página 332, parágrafo 7)


Enfim, apesar de alguns percalços no caminho, eu gostei muito dessa leitura, estou bem curioso para saber como o autor vai dar conclusão a história, e vou ter que pegar o livro em inglês mesmo para saber disso. Está longe de  ser um dos meus livros favoritos da vida, mas foi um tempo de entretenimento bem divertido que passei nessa leitura, e é algo que recomendo se você tem interesse por esse tipo de história.

Um comentário:

  1. Oi! Eu queria ter participado da Jornada MLV mas só fui saber exatamente o que era quando começou e não pude me organizar, aff. Mas comentando sobre seu livro, eu fiquei apaixonada pela sinopse. Olha, pra mim gostar de livros assim é muito difícil mas como já fui viciada em Lost, que se passava em uma ilha, achei super interessante a ideia da história. Vou tentar ler algum dia!
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com

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