[BOOK REVIEW] GUERRA CIVIL POR STUART MOORE

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Sinopse: Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo, Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica.


Desde que HQs pararam de produzir o mesmo lucro que produziam antes as editoras de quadrinhos resolveram tentar o lucro jogando seus personagens em outras mídias: cinema, TV e até mesmo para adaptação literária. Guerra Civil, um dos arcos mais importantes da Marvel, não poderia ter ficado de fora dessas adaptações, e na mão do autor Stuart Moore se tornou tão memorável quanto nos quadrinhos originais.

“[...] Existe uma diferença entre viver livremente e receber ordens de um governo opressor. O governo que, para manter seu poder, espalha o medo entre seu próprio povo.”


Antes de começar a ler o livro é bom ter uma coisa em mente: esse não é um arco para ser lido se você não conhece muito bem o universo Marvel. Como existem muitos acontecimentos a serem tratados nas poucas 391 páginas do livro, o autor não vai explicar quem é quem, então antes de se iniciar a leitura é essencial já estar familiarizado com os heróis da editora, tais como o Quarteto Fantástico, Namor, Miss Marvel, Falcão, Luke Cage, Demolidor, Homem-Aranha, Homem-Formiga, entre outras dezenas de heróis e vilões que aparecem nas páginas do livro.
A adaptação das páginas da HQ para o livro é feita de forma bem inteligente, o autor consegue se manter coeso o tempo todo e se aprofundar bem mais no psicológico dos personagens, o que os torna mais interessantes.
Os únicos pontos negativos do filme está na constante necessidade do autor de descrever o uniforme dos personagens toda vez que entram em cena, chega um determinado momento que isso fica cansativo, sem falar que é bem desnecessário.

“[...] Esse é o começo de uma nova era. É a nossa chance de mostrar como as coisas vão funcionar de agora em diante. Para reconquistarmos a confiança do povo.”


Também vale comentar que o texto claramente não passou por uma revisão muito profunda, não sei se foi erro da tradução ou se o original está dessa forma mesmo, mas durante o livro todo o autor repete que o uniforme da Miss Marvel é azul e vermelho, sendo que o uniforme da heroína, uma das mais importantes do panteão da Marvel, é preto, amarelo e vermelho, provavelmente alguém se confundiu com o uniforme posterior da heroína quando ela se torna a Capitã Marvel.
Outro ponto bem chato do livro é o modo como os personagens masculinos em vários momentos parecem cachorros no cio ao ver as heroínas e outras mulheres, a reação deles ao ver o corpo delas e seus pensamentos são, no mínimo, desnecessárias.
Mas apesar de tudo, o livro consegue sim ser muito bom, com uma escrita que consegue prender bem a atenção do leitor e o fazer ficar ansioso nos seus momentos de tensão, é uma boa dica de leitura para os fãs ou simpatizantes das HQs.

“Foi longe demais, ele se deu conta. Tudo isso. Não tem como voltarmos atrás, como desfazermos as feridas, apertarmos as mãos em mútua admiração. Não nos uniremos mais contra Galactus ou Doutor Doom. Não agora. E nem nunca mais.”

NOTA: 4.5/5

Um comentário:

  1. Olá!
    Que bom que gostou do livro!
    Comprei a minha edição esses dias, mas ainda não chegou. Estou mais ansioso agora!
    =D

    http://osdragoesdefogo.blogspot.com

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